Fontes solar e eólica devem ultrapassar hidrelétricas até 2040 no Brasil, diz estudo

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Dentro de 25 anos, importância de fontes renováveis deve crescer consideravelmente

Imagem: Pixabay / CC0

O Brasil deve alterar consideravelmente sua matriz energética em 25 anos, deixando de depender tanto das hidrelétricas para usufruir mais da geração solar e da eólica. Em 2040, estima-se que 43% da energia gerada em território brasileiro terá fontes eólicas ou solares – em 2015, o número era de cerca de 6%. Já as fontes hidrelétricas, que possuíam capacidade instalada de 64% do total produzido em 205, devem ter participação diminuída para 29% em 2040.

A estimativa é parte do relatório New Energy Outlook 2016, feito pela Bloomberg New Energy Finance (BNEF). A pesquisa foi feita para projetar como pode ocorrer a evolução de fontes de energia renovável nos países de economia mais forte no mundo.

O principal fator que deve proporcionar tal salto é o avanço tecnológico, que irá baratear os equipamentos necessários para produção de energia solar – e isso também gera mais investimentos no setor. Há a estimativa de que, em 2040, energias renováveis vão atrair US$ 237 bilhões em investimentos só no Brasil.

No mesmo período, ainda que em decadência, carvão, gás e outras fontes fósseis terão investimentos de R$ 24 bilhões, enquanto as hidrelétricas serão alvo de US$ 27 bilhões, segundo o estudo.

Energia solar nos telhados

O que existe muito pouco hoje em dia será bem mais popular em 2040. O estudo atesta que o número de imóveis com placas solares em telhados deve ir dos atuais 3,5 mil para 9,5 milhões em 2040.

Desse modo, deve haver crescimento na geração distribuída de energia (quando uma pessoa produz e vende o excedente para o sistema elétrico em troca de créditos).

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